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Renegociação da dívida: tudo que você precisa saber

Renegociação da dívida: tudo que você precisa saber

A renegociação da dívida é a melhor saída para limpar seu nome e evitar se afundar nos juros de parcelas atrasadas. Vale muito mais a pena optar por renegociar o crédito do que entrar em incumprimento, o que pode levar à maior dificuldade em negociar posteriormente, sem contar todas as consequências de ter seu nome sujo, como a dificuldade em acessar novos créditos.

Antes de renegociar sua dívida, é preciso considerar alguns aspectos para conseguir melhores condições de pagamento. Conhecendo bem as características que pretende alterar na renegociação da dívida, você demonstra ao banco que tem algum conhecimento financeiro e que não se deixará enganar.  

O que considerar na renegociação da dívida

Antes de concordar com a renegociação da dívida, leia as propostas apresentadas e tire todas as dúvidas que lhe surjam. Se preferir e se sentir mais seguro, pode optar também por recorrer a aconselhamento financeiro especializado. Assim irá conseguir escolher a melhor solução para a sua situação em particular.

Quem tem direito a renegociação da dívida

Qualquer pessoa pode renegociar créditos até por quem tem o nome na Lista Negra do Banco de Portugal. No entanto, para um consumidor com um mau histórico de crédito, a dificuldade em obter as condições desejadas será naturalmente superior. 

Caso você esteja em incumprimento e queira fazer a renegociação da dívida, é possível recorrer ao PERSI – um processo de negociação entre o cliente e o banco – para conseguir pagar a sua dívida de forma mais acessível.

Mesmo que ainda nem tenha dívidas, mas sente que poderia ter um contrato com melhores condições, também é possível renegociar crédito. O cliente bancário pode pretender alterar uma ou mais condições do seu empréstimo, como, por exemplo: o spread, o prazo do indexante, o regime da taxa de juro (de variável para fixa ou vice-versa), o prazo para a amortização do empréstimo ou a própria modalidade de reembolso.

A renegociação dos termos do contrato só é possível por meio de um acordo entre o cliente bancário e a instituição de crédito. As instituições de crédito não podem cobrar qualquer comissão se a renegociação tem em vista a:

  • Alteração das condições do contrato de crédito;
  • Alteração do regime da taxa de juro;
  • Alteração de companhia seguradora.

Como fazer a renegociação da dívida

Renegociar a sua dívida é simples, basta seguir apenas quatro passos. 

1. Faça as contas 

Em primeiro lugar, deve analisar a sua situação financeira. Para isso, uma tabela pode te ajudar. Faça uma análise detalhada das suas despesas e dos seus créditos, percebendo quanto e onde pode poupar para pagar a dívida. 

2. Fale com o seu banco

Após estudar bem a sua situação financeira e o que seria ideal para conseguir quitar sua dívida, entre em contacto com a sua instituição financeira – ou com outra, caso pretenda transferir o crédito ou consolidar dívidas – e explique a situação. Mostre quais as características gostaria de ter na renegociação do seu crédito, sempre sendo realista, principalmente se já estiver com dívidas com a instituição credora.

3. Leia e compreenda bem todas as propostas

Analise as propostas que receber com bastante atenção, se colocando sempre em primeiro lugar e lembrando do seu objetivo final, ao renegociar a dívida. Lembre-se que quantas mais propostas tiver do seu lado, mais facilmente conseguirá escolher uma opção com melhores condições.

Na FINE – documento obrigatório que lhe deve ser entregue pelo banco – terá acesso a informação detalhada de todas as condições do crédito acordadas na renegociação da dívida. Após a leitura da mesma, não hesite em questionar as instituições financeiras caso lhe surjam dúvidas. Tudo deve ficar totalmente esclarecido para que não haja surpresas no futuro.

4. Escolha a melhor solução para si

Renegociar crédito é uma tarefa complicada e deve resultar de um acordo total entre as duas partes envolvidas, o cliente e a instituição financeira. Por isso, antes de aceitar qualquer opção, deve pesar as vantagens e desvantagens.

Faça as contas e perceba se é viável para você. Analise os valores detalhadamente: o MTIC é superior? E a prestação mensal a pagar? Existem comissões a pagar e, se sim, quanto custam? Nunca se esqueça que alguns dos fatores da renegociação da dívida podem aumentar o MTIC, como é o caso do aumento do prazo de pagamento, a escolha de diferimento de capital ou de período de carência.